Pressurização de escadas em São Paulo: projeto e aprovação no Corpo de Bombeiros
Pressurização de escadas é o sistema que injeta ar externo na escada de segurança e mantém a pressão dentro dela maior que a dos andares, para que a fumaça de um incêndio não entre na rota de fuga. Em São Paulo, o projeto segue a Instrução Técnica 13 do Corpo de Bombeiros e a ABNT NBR 14880. A FHENG dimensiona, aprova e acompanha o sistema até o AVCB.
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O que é pressurização de escadas?
Pressurizar uma escada significa manter o ar dentro dela com pressão um pouco maior que a do restante do prédio. Como o ar sempre escapa da área de maior pressão para a de menor, a fumaça de um andar em chamas não consegue entrar na escada pelas frestas e portas.
Na prática, um motoventilador capta ar limpo do exterior e o insufla na caixa de escada por dutos e grelhas. É um sistema de controle de fumaça, e não de combate ao fogo: o objetivo é manter a rota de fuga respirável para quem desce e utilizável pelo Corpo de Bombeiros que sobe.
Sem pressurização ou outra forma de proteção, a escada de um prédio alto pode ser tomada pela fumaça mesmo quando o fogo está em um andar distante, porque a fumaça sobe pelos espaços verticais.
Como funciona o sistema de pressurização
O sistema tem dois cenários de operação que o projeto precisa atender:
- Portas fechadas: o ventilador mantém um diferencial de pressão entre a escada e os andares, impedindo a entrada de fumaça pelas frestas das portas corta-fogo.
- Portas abertas: durante a evacuação, quando pessoas abrem as portas, o sistema precisa manter um fluxo de ar saindo da escada pela porta, com velocidade suficiente para empurrar a fumaça para fora.
O sistema é acionado automaticamente pela detecção de fumaça e também pode ser ligado manualmente. Ele pode trabalhar em um estágio (só liga na emergência) ou em dois estágios (funciona continuamente em nível baixo e sobe para o nível de emergência). A tomada de ar externo fica em posição protegida, longe de pontos por onde a própria fumaça do incêndio possa ser captada.
A maioria das mortes em incêndios é causada pela fumaça e pelos gases tóxicos, e não pelas chamas. Manter a escada livre de fumaça é o que garante a saída segura dos ocupantes.
Quando a pressurização de escadas é exigida em São Paulo?
A exigência vem do Regulamento de Segurança Contra Incêndios do Estado de São Paulo (Decreto Estadual 69.118/2024) e da IT-11 (Saídas de emergência), que definem o tipo de escada conforme a altura e a ocupação. Em edificações mais altas, a escada precisa ser à prova de fumaça, e a pressurização é uma das formas de garantir essa proteção.
Edifícios comerciais e corporativos
Hotéis
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Projetos novos e retrofit
A exigência é verificada caso a caso nas tabelas do Decreto 69.118/2024 e na IT-11. Na análise gratuita, a FHENG confirma se o seu prédio precisa de escada pressurizada e qual a alternativa mais viável.
Escada pressurizada ou escada com antecâmara: qual a diferença?
As duas são formas de tornar a escada à prova de fumaça. A escolha depende da arquitetura, da altura e do custo de cada solução.
| Critério | Escada pressurizada | Escada com antecâmara ventilada |
|---|---|---|
| Como protege | Ar insuflado mantém a escada com pressão maior que os andares | Antecâmara entre o andar e a escada, ventilada por dutos |
| Espaço em planta | Dispensa antecâmara em cada andar | Ocupa área de antecâmara em todos os pavimentos |
| Equipamentos | Motoventilador, dutos, grelhas, detecção e energia alternativa | Dutos de ventilação natural, sem equipamento mecânico |
| Manutenção | Inspeção periódica do ventilador, do acionamento e da energia | Manter dutos e aberturas desobstruídos |
| Uso comum | Prédios novos e retrofit de escadas existentes | Projetos em que há área para antecâmara em todos os andares |
Quais normas regem a pressurização de escadas em São Paulo?
- Instrução Técnica 13 do Corpo de Bombeiros de SP (Pressurização de escada de segurança): define os critérios de dimensionamento, os níveis de pressurização, a tomada de ar, o acionamento e o que deve ser apresentado para aprovação.
- ABNT NBR 14880 (Saídas de emergência em edifícios, Escada de segurança, Controle de fumaça por pressurização): a norma brasileira com os conceitos, parâmetros de projeto e testes do sistema.
- IT-11 do Corpo de Bombeiros de SP (Saídas de emergência): define quando a escada precisa ser à prova de fumaça.
- Decreto Estadual 69.118/2024: o regulamento de segurança contra incêndios do Estado de São Paulo, que define as medidas exigidas para cada edificação.
Parâmetros típicos de um memorial de cálculo em SP
Para dar uma ideia do que o cálculo envolve, estes são os parâmetros adotados em memoriais de cálculo de escadas pressurizadas de edifícios públicos de São Paulo, dimensionados pela IT-13:
- Diferencial de pressão entre a escada e os andares: 50 Pa, com as portas fechadas
- Velocidade mínima do ar nas portas abertas: 1,0 m/s
- Velocidade mínima em outras aberturas: 4,0 m/s
- Velocidade máxima no duto de tomada de ar: 8,0 m/s
- Fator de segurança para vazamentos não identificados: 25%
- Fator de segurança para vazamento nos dutos: 25% em alvenaria e 15% em dutos metálicos
- Tempo mínimo de operação do sistema: 4 horas
- Vazão total: a maior vazão entre os cenários, somada aos fatores de segurança
Valores de exemplo, retirados de memoriais publicados pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. Cada projeto é calculado para a escada específica: número de portas, frestas, altura e tipo de duto mudam o resultado.
O que o Corpo de Bombeiros exige no projeto de pressurização
Pela Instrução Técnica 01 (Procedimentos Administrativos) do Corpo de Bombeiros de SP, a planta de um sistema de pressurização precisa mostrar:
- Sala do grupo motoventilador, com parede e porta corta-fogo
- Localização do ponto de captação de ar
- Detectores de acionamento e central de detecção de incêndio
- Fonte alternativa de energia do sistema e grupo motogerador
- Grelhas de insuflamento e caminhamento dos dutos
- Janela de sobrepressão
- Esquema do sistema em corte
- Acionadores manuais na sala do ventilador e na supervisão predial
- Antecâmara com porta estanque, se a sala do ventilador puder captar fumaça
- Memorial de cálculo de vazão da escada (e do elevador de emergência, quando exigido)
Na primeira vistoria, o Corpo de Bombeiros também exige o relatório de comissionamento do sistema de pressurização e a responsabilidade técnica pela instalação. Na renovação do AVCB, é exigida a responsabilidade técnica pela manutenção.
Como a FHENG elabora o seu projeto de pressurização
Do diagnóstico à vistoria, conduzido por engenheiro com CREA ativo em SP.
Diagnóstico gratuito
Verificamos se a escada precisa ser à prova de fumaça e se a pressurização é a melhor solução para o prédio.
Cálculo de vazão
Frestas, portas, cenários de portas abertas e fechadas, perdas de carga e fatores de segurança, pela IT-13 e pela NBR 14880.
Projeto e memorial
Plantas com todos os itens exigidos pela IT-01, corte esquemático, memorial de cálculo e ART.
Aprovação
Protocolo no Via Fácil Bombeiros, dentro do projeto técnico da edificação, e respostas às exigências até a aprovação.
Comissionamento e AVCB
Orientação para os testes do sistema instalado, relatório de comissionamento e acompanhamento da vistoria até o AVCB.

Fale com o engenheiro responsável
Seu prédio precisa de escada pressurizada aprovada pelo Corpo de Bombeiros? Fale com Fernando Henrique, engenheiro civil, CREA-SP 5069988558. Análise gratuita para o seu imóvel.
Por que fazer o projeto de pressurização com a FHENG?
Um sistema mal dimensionado não passa no comissionamento: pressão de menos deixa a fumaça entrar, pressão demais impede a abertura das portas corta-fogo. A diferença está no cálculo.
Especialistas em segurança contra incêndio
Atuação exclusiva em projetos de prevenção e combate a incêndio, com domínio da IT-13 e da NBR 14880.
Engenheiro CREA ativo em SP
Todo projeto é assinado por Fernando Henrique Pinto, CREA-SP 5069988558, com 16 anos de experiência.
Cálculo para os dois cenários
Portas fechadas e portas abertas, com fatores de segurança e janela de sobrepressão para que as portas continuem abrindo.
Acompanhamento até o AVCB
Do protocolo ao comissionamento e à vistoria, respondendo exigências sem custo adicional.
Atendimento em todo o estado de São Paulo
Capital, Grande SP, Baixada Santista e interior, com o mesmo padrão técnico.
Pressurização de escadas em todo o estado de São Paulo
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Litoral e interior
Perguntas frequentes sobre pressurização de escadas
O que é pressurização de escadas?
É o sistema que injeta ar externo na escada de segurança e mantém a pressão dentro dela maior que a dos andares. Assim, a fumaça de um incêndio não entra na escada, que continua sendo uma rota de fuga segura.
O que significa pressurizar uma escada?
Significa manter o ar da escada com pressão um pouco maior que a do restante do prédio. Como o ar escapa da área de maior para a de menor pressão, a fumaça não consegue entrar pelas portas e frestas.
Qual a norma de pressurização de escadas em São Paulo?
A Instrução Técnica 13 do Corpo de Bombeiros de SP (Pressurização de escada de segurança) e a ABNT NBR 14880 (Controle de fumaça por pressurização). A IT-11 define quando a escada precisa ser à prova de fumaça, e o Decreto Estadual 69.118/2024 é o regulamento geral.
Quando a pressurização de escadas é obrigatória?
Quando o regulamento exige escada à prova de fumaça para a altura e a ocupação do prédio e a solução adotada é a pressurização, em vez da antecâmara ventilada. A exigência é verificada caso a caso no Decreto 69.118/2024 e na IT-11.
Qual a diferença entre escada pressurizada e escada com antecâmara?
As duas são escadas à prova de fumaça. A pressurizada usa um ventilador para manter a pressão interna maior que a dos andares. A com antecâmara usa um espaço intermediário ventilado por dutos entre o andar e a escada, o que ocupa área em todos os pavimentos.
Qual o diferencial de pressão de uma escada pressurizada?
Depende do cálculo de cada escada pela IT-13. Em memoriais de edifícios públicos de São Paulo, por exemplo, foram adotados 50 Pa com as portas fechadas e velocidade mínima de 1,0 m/s nas portas abertas.
O que precisa ser apresentado para aprovar a pressurização?
Plantas com a sala do motoventilador, a captação de ar, os detectores, a fonte alternativa de energia, as grelhas, os dutos, a janela de sobrepressão e o corte esquemático, além do memorial de cálculo de vazão e da ART. Na primeira vistoria, é exigido o relatório de comissionamento.
A FHENG faz manutenção do sistema de pressurização?
A FHENG é especializada em projeto e aprovação no Corpo de Bombeiros. Para a manutenção, orientamos o cliente sobre o que a IT-13 exige verificar e sobre a responsabilidade técnica de manutenção cobrada na renovação do AVCB.
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